como ser microempreendedor

Miniguia: aprenda como ser microempreendedor

O seu sonho é montar uma confeitaria? Saiba que ter o próprio negócio pode ser mais fácil do que você imagina! Trabalhar com o que se gosta e depender somente de si mesmo para alcançar o que deseja são algumas das vantagens de empreender, assim como conseguir uma nova renda. Mas afinal, como ser microempreendedor?

Quem atua na informalidade deixa de contar com diversos direitos. Por isso, aqueles que pretendem trabalhar por conta própria precisam se formalizar como MEI. Há quem pense que se tornar um microempreendedor é algo dispendioso, mas a a realidade é bem diferente.

Para mostrar que formalizar o seu negócio é o melhor caminho e que é bem mais simples do que muita gente pensa, preparamos este post. Quer ficar por dentro do assunto? Então, continue a leitura!

O que posso vender?

Muitas vezes, pensamos que para ter boas vendas é necessário oferecer produtos totalmente diferentes da concorrência. Entretanto, a verdade é que você precisa ter um diferencial, mas não necessariamente itens diferentes — e existem diversas receitas incríveis e deliciosas que você pode vender.

O bolo de pote, por exemplo, é um dos preferidos dos clientes e muitas confeiteiras já os têm em seu portfólio. Isso quer dizer que você deve escolher outro doce? Não, mas significa que você deve oferecer algo exclusivo, que só os seus produtos têm.

Pode ser um sabor diferente, a possibilidade do cliente personalizar os sabores ou a entrega em dias alternativos — o importante é buscar o seu diferencial. Para isso, faça uma breve pesquisa de mercado na sua região a fim de saber o que os consumidores comprariam e o que eles sentem falta em uma confeitaria.

Dito isso, daremos algumas ideias de doces que você pode colocar no seu cardápio. Veja:

  • bolo de pote (como já abordamos);
  • bolos e tortas em fatias;
  • bolos e tortas inteiros;
  • bolo caseiro, daqueles apenas com cobertura para comer no café da manhã ou no lanche, por exemplo;
  • palha italiana de vários sabores;
  • brigadeiros gourmet;
  • doces saudáveis;
  • geleias;
  • brownie;
  • bombons.

Como ser microeempreendor?

Sair da informalidade é o primeiro passo para o sucesso do negócio, mesmo para quem pretende atuar em casa. Ser um Microempreendedor Individual (MEI) garante diversos benefícios do INSS, como auxílio-doença, auxílio maternidade e aposentadoria por idade.

Dessa maneira, além do seu empreendimento se tornar formalizado e 100% dentro da lei, você se resguarda de qualquer problema que possa ter mais para a frente e tem maior facilidade para realizar seus objetivos. Se você deseja ser mãe, por exemplo, o auxílio-maternidade dará maior segurança financeira para isso.

Além do mais, o MEI tem condições especiais para obter créditos em bancos, como juros mais baixos. Então, se você precisar de algum empréstimo para aumentar o seu negócio, ser MEI vai facilitar muito o processo. Agora que já sabe brevemente as vantagens da formalização, está na hora de entender como fazer isso.

Regulamentação

Antes de começar o processo de formalização, é necessário procurar a administração pública da sua cidade para conferir se o endereço em que você montará o negócio poderá ter a permissão para funcionar. Isso é importante para que não tenha problemas que podem resultar no cancelamento de seu registro.

Feito isso, para dar início à formalização, você deverá acessar o Portal do Empreendedor e preencher os dados com os documentos solicitados na aba “Formalize-se”. Depois do cadastro concluído, será gerado o seu número do CNPJ, que é o Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica.

Imprima o comprovante CCMEI (Certificado de Condição de Microempreendedor Individual), pois será necessário levá-lo até à prefeitura da cidade em que você pretende estabelecer o seu negócio. Cada administração municipal tem seu processo de liberação de alvará e, portanto, é preciso buscar no seu município as informações de como ele é feito.

Obrigações

O MEI deve cumprir algumas obrigações de prestações de contas. No relatório mensal, é preciso registrar as receitas do mês anterior juntamente às notas ficais de produtos e serviços adquiridos e as notas fiscais emitidas. Já na declaração anual, o MEI informa o faturamento total do ano anterior. Tudo isso pode ser feito pela internet, sem grandes burocracias envolvidas.

Além disso, é necessário pagar o DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional) mensalmente. O valor varia de acordo com a atividade exercida pelo microempreendedor e gira em torno de R$ 52,25 a R$ 58,25 (valores de 2020).

Restrições

Algumas situações impedem que uma possa seja um MEI, pois pode haver um certo conflito. Servidores públicos, por exemplo, devem verificar se a legislação do cargo permite ser MEI, enquanto quem é sócio, titular ou administrador de uma empresa não pode ser MEI.

Outro caso é o de pessoas que recebem um benefício previdenciário, como aposentadoria por invalidez, auxílio-doença, entre outros. Caso o profissional seja um microempreendedor individual, ele pode perder o benefício.

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Planejamento financeiro

Independentemente se o seu negócio será grande ou pequeno, o planejamento financeiro é indispensável para a saúde financeira do empreendimento. Além dos custos com materiais, ingredientes, infraestrutura e equipamentos, é preciso contar com o capital de giro.

É com esse recurso que o negócio vai caminhar durante seus meses iniciais, momento em que o retorno financeiro ainda é pequeno. Recomenda-se que o valor do capital de giro cubra os custos da empresa por aproximadamente 6 meses. Sendo assim, para não passar apuros, sempre tenha esse dinheiro guardado para cobrir os gastos da operação.

Além disso, você sabia que o MEI pode ter um funcionário? Isso mesmo! Se você precisar de um ajudante na sua confeitaria, poderá contratar e formalizar o seu colaborador. Só não se esqueça de incluir no planejamento financeiro os custos do salário e dos recolhimentos mensais.

Planejamento de vendas

Como pretende vender seus produtos? Você abrirá um comércio para que os consumidores possam degustar seus doces ali mesmo ou venderá por delivery? Os clientes precisarão encomendar antes ou você terá itens de pronta entrega? Você pretende colocar pessoas para revender os quitutes ou deixá-los em bares, lanchonetes e restaurantes?

Tudo isso deve ser decidido junto ao planejamento financeiro, já que um depende do outro para acontecer. Além de estabelecer os meios de vendas, é preciso organizar as formas de pagamento. Hoje em dia, cada vez mais pessoas usam cartões de crédito, de débito e de benefícios em vez do dinheiro “vivo”.

Sendo assim, trabalhar com a opção de receber com maquininha de cartão é necessário. Outra possibilidade é apostar nos aplicativos de delivery de comida. Eles são ótimas vitrines para o seu negócio, pois muitas pessoas poderão conhecer seus produtos por meio do serviço.

Planejamento de marketing

De nada adianta ter o melhor produto e o melhor serviço se as pessoas não souberem disso, não é verdade? O boca a boca ainda é muito utilizado, pois quando alguém gosta de algo, principalmente comida, dará a indicação para outras pessoas. Porém, não podemos contar apenas com esse tipo de divulgação.

Com tantos concorrentes por aí, é necessário sair na frente para atrair os clientes. Se antes a propaganda em mídias convencionais, como TV e rádio, era pouco acessível para o microempreendedor, hoje as mídias sociais fazem um ótimo papel com baixo ou zero custo.

O Instagram e o Facebook são as redes sociais mais utilizadas, sendo capazes de influenciar (e muito!) os usuários. Quer saber como usá-las para divulgar os doces caseiros? Confira:

  • apenas colocar a foto e preço não é o suficiente. Produza conteúdos de qualidade, ensinando receitas, mostrando o dia a dia do negócio, falando sobre curiosidades do preparo dos doces, etc;
  • fotos e vídeos devem ter uma boa qualidade, o que não significa que você precisará contratar um profissional. Afinal, basta apenas uma boa câmera de celular, um cenário bonito e alguns truques de fotografia para ter um feed bonito e que encha os olhos dos clientes;
  • interaja com o público, pois quanto maior a interação, mais visível o seu perfil ficará nas redes para os seguidores. Aqui, a dica é fazer enquetes, abrir caixas de perguntas e respostas e deixar o público sugerir novos sabores ou promoções, por exemplo.

Preciso me especializar?

Se você pesquisar bem a trajetória dos maiores empreendedores, verá que algo que eles têm em comum é a sede por conhecimento. Geralmente, essas pessoas estão em aperfeiçoamento constante e nunca param de aprender. Portanto, para atingir o objetivo de um negócio de sucesso, nada melhor do que seguir os passos de quem chegou lá, concorda?

Por mais que você seja um ótimo profissional com prática em muitas técnicas de confeitaria, sempre há o que absorver. Não importa se o assunto são novos métodos, novas receitas e novos produtos que estão em alta — tudo isso você aprenderá ao se especializar na área.

Não pense que para se qualificar é preciso investir rios de dinheiro, pois basta apenas aproveitar as oportunidades certas. Os cursos online de confeitaria, por exemplo, oferecem aprendizados importantes para o andamento do negócio, desde que sejam de instituições reconhecidas e de confiança, como a eduK.

Lembra de quando falamos que para driblar a concorrência é preciso ter um diferencial? Pois bem, a qualificação é o que vai ajudar você a encontrar esse ingrediente especial que seu empreendimento precisa para se destacar.

Viu como ser microempreendedor é bem mais simples do que você imaginava? A formalização é um passo muito importante para garantir benefícios em seu dia a dia, tanto para você quanto para sua empresa. Sendo um MEI e tendo um bom planejamento, é possível montar um negócio que tem tudo para ser um sucesso!

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