“Já passei da idade de estudar”. Talvez você já tenha dito essa frase, ou ao menos pensado nela. Muita gente age dessa forma, mas as estatísticas mostram o contrário: todos os anos, milhões de brasileiros voltam a estudar depois de adultos.
A Educação de Jovens e Adultos (EJA) reúne hoje cerca de 2,4 milhões de estudantes, a maioria com mais de 40 anos. Ou seja, quem está nessa faixa etária e voltando a estudar não é exceção.
E, se tanta gente consegue, por que você não conseguiria também?
Neste texto, você entenderá de onde vem essa insegurança para voltar a estudar, o que é a chamada “economia prateada”, liderada por profissionais mais velhos, e como superar as barreiras da volta aos estudos.
O que você vai encontrar neste artigo:
Por que tanta gente adia a volta aos estudos?
Encaixar os estudos na rotina não é fácil. Trabalho, cuidados com a casa e aprimoramento pessoal formam uma tripla jornada, que exige uma energia que muitas vezes já foi gasta no expediente.
Se você é mulher, a sobrecarga é ainda maior. Historicamente, a rotina doméstica e os cuidados com filhos e netos recaem sobre elas. Assim, além de faltar tempo, também costuma ocorrer um sentimento de culpa por se priorizar e investir nos estudos.
Para ambos os gêneros, além da rotina cheia, somam-se o custo de transporte, do material didático e, em alguns casos, a necessidade de gerar renda imediata.
Reconhecer esse padrão é importante, pois é o primeiro passo para quebrá-lo.
O peso invisível do etarismo
Além das barreiras do dia a dia, também há fatores sociais e emocionais que dificultam voltar a estudar depois de adulto. O medo de dividir a sala de aula com colegas mais jovens, de errar na frente deles, de não acompanhar o ritmo, ou de não saber como interagir com eles são os mais comuns.
Isso acaba fortalecendo a ideia (equivocada) de que quem envelhece já perdeu a vez. No entanto, nunca é tarde para aprender. Essa frase parece um clichê, mas é muito verdadeira.
A experiência acumulada ao longo da vida é um repertório muito valioso, que pessoas mais jovens ainda estão construindo. Quem é mais maduro já passou por muita coisa, como administrar uma casa ou lidar com décadas de trabalho, e pode usar essa vivência em prol da sua formação.
Infelizmente, nem todos têm essa visão. As próprias pessoas pensam que já “perderam o bonde”, e muitas empresas também, na hora de contratá-las. Mas o fato é que o cérebro segue capaz de adquirir conhecimento novo em qualquer idade. O aprendizado ao longo da vida é plenamente possível e traz diversos benefícios.
O adulto aprende diferente, e está tudo bem
A andragogia é uma área do conhecimento que estuda como os adultos aprendem. Como você pode imaginar, é bem diferente das crianças e adolescentes.
Os jovens aceitam estudar um assunto porque a escola determinou, porque o professor mandou, ou porque os pais falaram que será útil no futuro. Já os adultos precisam entender por que estão aprendendo, qual a utilidade daquilo, antes de investir tempo e energia.
A forma de transmitir o conhecimento também influencia no aprendizado:
- Nas aulas puramente teóricas, em que o professor só fala e o aluno só escuta, apenas 10% do conhecimento fica guardado após 72 horas;
- Quando a aula traz prática e aplicação no cotidiano, esse número sobe para cerca de 85%!
Se você já tentou voltar a estudar depois de adulto, mas não conseguiu, talvez tenha sido por isso.
A maturidade também é oportunidade de negócio
O público acima de 50 anos no Brasil movimenta cerca de R$ 2 trilhões por ano, o equivalente a 25% de todo o consumo das famílias brasileiras. Se você está nessa faixa etária, faz parte de um mercado conhecido como economia prateada, que segue crescendo junto com o envelhecimento da população.
O empreendedorismo sênior acompanha essa curva. Nos últimos dez anos, o número de empreendedores acima dos 50 anos cresceu 58,6%, somando 4,5 milhões de pessoas nessa faixa etária à frente de negócios próprios.
Esses números conectam dois pontos que talvez pareçam distantes na sua cabeça:
- Voltar a estudar depois de adulto para aprender os conhecimentos de base, como matemática ou língua portuguesa;
- Aprender na maturidade como gerar renda, transformando habilidades como cozinhar bem ou cuidar de pessoas em uma fonte de renda.
Muitos adultos já conquistaram a parte mais difícil, que é a aptidão técnica para exercer uma profissão. O que falta é aprender a formalizar um negócio, precificar corretamente, divulgar o próprio trabalho, atender clientes, entre outras habilidades desse tipo, que você pode estudar sem sair de casa.
Como a eduK torna esse caminho mais leve
A eduK é uma plataforma de cursos online com certificado para quem quer gerar renda e se reposicionar no mercado de trabalho. Você pode estudar quando e como quiser, pois as aulas ficam salvas e estão organizadas na forma de trilhas de conteúdo, planejadas de acordo com os seus objetivos de vida.
Dessa forma, você já elimina as três principais barreiras que você leu até aqui: o cansaço do deslocamento, o custo do transporte diário, e a dificuldade em inserir o tempo de estudos na rotina.
E, para quem prefere um contato mais próximo com os colegas e professores, a plataforma também oferece comunidade e aulas ao vivo.
Na eduK, você encontrará cursos como:
- Confeitaria com a especialista Débora Alves, que ensina desde a formalização como MEI até a precificação de doces para venda;
- Pães Caseiros e Artesanais com a chef Edivânia Reis, foca em técnicas de baixo custo para produção e conservação;
- Design de marcas com o professor Marcelo Dutra, para aprender a criar uma marca própria de artesanato e a vender online;
- Curso de cuidador de idosos com a enfermeira Jéssica Luana, prepara você para uma das áreas de maior demanda no país.
Acredite: você tem totais condições de aprender todas essas habilidades.
Nunca é tarde para aprender e cada trilha concluída é um passo a mais na direção da renda própria, de uma nova rotina, ou da sua satisfação pessoal.
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