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Qualificação profissional: o investimento que retorna para toda a sociedade

Qualificação profissional: o investimento que retorna para toda a sociedade

Desde 2009, 16,8 milhões de MEIs foram criados no Brasil. Hoje, o número equivale à ¾ dos novos negócios abertos em 2026. Em mais de 70% dos casos, o MEI é a única fonte de renda dos empreendedores, de modo que qualquer instabilidade no negócio afeta também as contas de casa. 

São muitos números para ilustrar o mesmo cenário: a qualificação profissional reduz os riscos de abrir um negócio. E, ao fazer isso, todos ganham, não apenas os pequenos empreendedores. 

Qualificar pessoas é um investimento coletivo, não um gasto individual. A formação técnica adequada movimenta a economia local e sustenta o crescimento dos microempreendedores, o que no longo prazo reduz custos públicos que de outra maneira recairiam sobre todos.

Por que qualificar pessoas beneficia toda a sociedade?

A qualificação profissional traz benefícios sistêmicos no plano social, econômico e até tributário. Eles se acumulam e se estendem indiretamente para todos, mesmo quem não faz parte dos programas de formação. 

Pode-se dizer que ocorre um retorno social do investimento em cada microempreendedor.

No plano econômico, o principal benefício é que profissionais qualificados dominam tecnologias complexas e reduzem desperdício operacional. Assim, podem acelerar os ciclos de inovação das empresas onde atuam e tornar os negócios mais competitivos. Por sua vez, isso atrai investimento para toda a região. 

No plano social, a qualificação profissional reduz a desigualdade, mensurada por indicadores como o Coeficiente de Gini. A renda média aumenta, há menor exposição à vulnerabilidade social e o fortalecimento de redes de cuidado familiar, o que alivia o orçamento público de saúde e assistência social.

Por fim, no plano tributário, a capacitação favorece a economia local. Se há mais renda, há mais dinheiro circulando, o que também representa maior arrecadação de impostos pelo estado e município. 

Quanto retorna cada real investido em qualificação? A metodologia SROI mostra

Para medir o valor gerado por programas de capacitação, organizações brasileiras e internacionais vêm adotando a métrica de Retorno Social sobre o Investimento, conhecido pela sigla em inglês SROI.

O SROI foi desenvolvido nos anos 1990 pela organização britânica Roberts Enterprise Development Fund, com o objetivo de avaliar negócios sociais que ofereciam oportunidades de trabalho em comunidades vulneráveis.

No Brasil, o protocolo tem sido aplicado por órgãos como o Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS). Um exemplo detalhado pelo instituto é o da organização Amigos do Bem, que atua no sertão nordestino. 

Em 2023, a Amigos do Bem apresentou um SROI de 6,45. Ou seja, cada real investido na organização resultou em R$6,45 em benefícios mensuráveis para a comunidade.

O grande destaque foi a frente de inclusão produtiva da ong, que combina qualificação profissional e geração de emprego direto. Ela representou 37% do resultado conquistado no ano. Outro fator decisivo foi manter processos semi artesanais em vez de automatizar tarefas, o que aumentou o número de postos de trabalho.

A grande lição é que investir em qualificação de renda e geração de oportunidades produz retornos mensuráveis. E, quase sempre, esses retornos são maiores do que os modelos de assistência social, que entregam uma verba mensal às famílias sem dar subsídio para que obtenham autonomia.

A força do MEI e o risco de crescer sem qualificação

O MEI é uma grande oportunidade para a implementação de programas de qualificação profissional. Esse modelo cresceu rapidamente no Brasil porque tornou fácil formalizar um negócio, e garantiu cobertura previdenciária a milhões de trabalhadores que antes eram informais. 

No entanto, o MEI na maioria dos casos, trata-se de empreendedorismo por necessidade. Isto é, após tentar e não conseguir trabalho formal, em regime CLT, o profissional abre uma microempresa para não ficar parado. Ou precisa gerar renda extra e abre uma MEI para isso, sem profissionalização.

De todo modo, há milhões de empresas operando sem conhecimento e preparações adequadas. Algumas microempresas individuais mudam de figura jurídica, outras simplesmente fecham.

Dados recentes do Sebrae reforçam esse quadro: no primeiro trimestre de 2026, 71,6% dos pequenos negócios fechados no país eram MEI. E apenas 65,3% sobrevivem após 2 anos.

Sem gestão qualificada e qualificação profissional, os benefícios do empreendedorismo se perdem: as pessoas empreendem por algum tempo, mas esse capital não gira.

eduK como socialtech: cursos que geram renda e transformam comunidades

Desde 2013, a eduK atua como uma socialtech voltada a conectar tecnologia online à geração acelerada de trabalho e renda. A plataforma reúne mais de 3.200 cursos online com certificado e trilhas para diversos tipos de perfil profissional e objetivos de renda. 

Por meio dessa abordagem, alcançamos resultados expressivos em qualificação profissional:

  • Em parceria com o Ceprocamp de Campinas, a eduK foi integrada ao currículo de estudantes de cursos técnicos e de qualificação profissional. Mais de 1250 alunos aprenderam sobre temas como elaboração de currículo, inteligência emocional e design básico.
  • No Projeto Aliança pela Transformação Social, em São Bernardo do Campo, a eduK ofereceu 800 bolsas de estudo gratuitas de 12 meses para moradores em situação de vulnerabilidade social. Em cinco meses de projeto, 28% dos participantes que buscavam gerar renda extra relataram sucesso financeiro imediato.
  • Já nos mutirões de inclusão produtiva com a Ambev, em Paraisópolis, moradores foram atendidos na revisão de currículos e em treinamentos para processos seletivos. Além disso, 1000 bolsas de estudos foram distribuídas. 

Qualificação profissional é retorno para todos

A qualificação profissional é um investimento com retorno mensurável, capaz de sustentar o crescimento do MEI, fortalecer economias locais e gerar valor social multiplicado, conforme demonstram os estudos de SROI aplicados no Brasil.

Seja para quem busca um curso profissionalizante com certificado, para quem pratica empreendedorismo por necessidade ou para quem procura como gerar renda extra, o caminho passa por formação contínua e acessível. 

Conheça as trilhas de cursos da eduK e dê o próximo passo na sua qualificação profissional.

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