Como usar a criatividade para criar produtos de sucesso na Gastronomia

Sabe aquela ideia simples e cheia de criatividade que você simplesmente… não teve? Pois é, muitas vezes, de tão óbvio fica até difícil notar que um insight pode se transformar em negócio lucrativo. E, muitas vezes, essas grandes “sacadas” vêm de um gosto pessoal ou de uma necessidade do dia a dia. Quer alguns exemplos? Aos seis anos de idade, Juliana Motter fez o seu primeiro brigadeiro, o doce mais manjado (e delicioso) das festinhas brasileiras. Um belo dia, já formada em Gastronomia, ela transformou a brincadeira em coisa séria e reinventou a bolinha de chocolate ao lançar no mercado o brigadeiro gourmet pelas panelas da Maria Brigadeiro, o primeiro ateliê do País especializado no docinho. A  partir daí, foi copiada por centenas e centenas de pessoas que também criaram suas marcas e passaram a lucrar com a versão metida a besta do doce que, oremos, ficou ainda mais irresistível. Juliana investiu entre R$ 150 mil e R$ 200 mil para começar o empreendimento e, hoje, fatura mais de R$ 3 milhões por ano vendendo cerca de três mil brigadeiros a cada novo e saboroso dia. E aí, você se pergunta: como é que EU não pensei nisso antes?

Brigadeiro reinventado (crédito da foto: Reprodução Instagram @mariabrigadeiroficial
Brigadeiro reinventado (crédito da foto: Reprodução Instagram @mariabrigadeiroficial)

Um estouro de criatividade!

Quantas vezes você comeu pipoca na vida? Nem dá pra fazer esse cálculo, né? Mas saiba que os brasileiros devoram cerca de 15 mil toneladas por ano! Adriana Lotaif sempre comeu e aos montes. A avó dela colocava pipoca até na sopa. Resultado: a publicitária se deu conta que essa paixão podia virar dinheiro! Hoje, ela vende quase 200 mil latas de pipoca por ano. Só que não é qualquer pipoca, não. É a Pipó, a primeira em versão  inesperadamente gourmert, com sabores como caramelo e flor de sal (um espetáculo, diga-se de passagem…), ou trufa branca, só para ficar em alguns exemplos de dar água na boca.

 

Pipó: sucesso que é um estouro! (Crédito da foto: reprodução Instagram @pipogourmet)
Pipó: sucesso que é um estouro! (Crédito da foto: reprodução Instagram @pipogourmet)

Especializada no mercado de luxo, ela transformou o produto em um presente, um mimo para quem recebe as latas decoradas e especiais. O valor? Uma lata pode ir de R$ 12,00 a R$ 47,00, e lembre-se, caro leitor, estamos falando de pi-po-ca. Adriana inovou também na forma de comercializar optando por não ter loja própria e, sim, vender em carrinhos móveis, com parceiros em shoppings, aeroportos, além de ser representada em mais de 20 empórios e supermercados. Mas a estratégia mais esperta da moça é a venda em eventos que podem ir de casamentos badalados, a festas infantis e eventos em estádios, por exemplo, nos quais a pipoca é vendida a granel, em baldes de 20 litros. Neste caso, já são cerca de 80 mil baldes ao ano, cada um deles entre R$ 190,00 e R$ 230,00, rendendo 50 porções cada balde. Fez as contas? E aí, você se pergunta: por que raios EU não pensei nisso antes?

Receitas inusitadas: criatividade acima de tudo! (Crédito da foto: reprodução Instagram @pipogourmet)
Receitas inusitadas: criatividade acima de tudo! (Crédito da foto: reprodução Instagram @pipogourmet)
Você é um empreendedor ou um piruá? Aquele grãozinho de milho que não se transforma com o calor da panela e nunca vira uma pipoca de sucesso ;)
Você é um empreendedor ou um piruá? Aquele grãozinho de milho que não se transforma com o calor da panela e nunca vira uma pipoca de sucesso 😉 (Crédito da foto: reprodução Instagram @pipogourmet)

Criatividade desde o berço

Quando Bernardo, o primeiro filho de Amilcar Azevedo, nasceu, o pai chef de cozinha logo se animou a fazer ele mesmo as papinhas em casa. No começo, a intenção era só alimentar o próprio bebê quando o pequeno passou a ingerir alimentos sólidos. Preocupado em oferecer uma comidinha saudável, ele criou receitas que começaram a chamar a atenção dos amigos que só conheciam as versões industrializadas das papinhas. Ora, ora… Amilcar percebeu que a sua necessidade pessoal era, na verdade, uma demanda de muitas pessoas como ele. Junto com a esposa, pesquisou o mercado e percebeu que ali existia uma ótima brecha para um novo negócio. E, assim, eles geraram, em 2014, um outro filho – fora o Benjamin, irmão mais novo do Bernardo – chamado Gourmetzinho que nasceu em São Paulo.

Um negócio de sucesso pode nascer da sua própria necessidade. Basta olhar com criatividade!
Um negócio de sucesso pode nascer da sua própria necessidade. Basta olhar com criatividade! (Crédito da foto: reprodução Instagram @gourmetzinho)

Estamos falando de uma empresa pioneira que produz papinhas artesanais doces e salgadas (sal só quando é permito, diga-se de passagem), sem conservantes e balanceadas de acordo com a necessidade de cada fase da vida da criança, a partir dos seis meses de idade. É tudo o que pais e mães desejam em termos de praticidade e saúde para seus filhos. Com investimento inicial de R$ 100 mil no primeiro ano (e outro aporte de R$ 200 mil nos dois anos seguintes), o empreendimento começou a dar lucro logo nos primeiros meses. Nunca operou no vermelho já que o casal tomou o cuidado de iniciar as operações de forma enxuta e crescer proporcionalmente. Com potinhos que variam entre R$ 9,50 e R$ 16,90, o Gourmetzinho vende em torno de 150 a 200 mil papinhas ao ano. A marca já está no Rio de Janeiro e em 27 cidades do interior de São Paulo. Ah, sim, você deve estar se fazendo aquela velha pergunta…

Que mãe nunca se viu nessa enrascada? (Crédito da foto: reprodução Instagram @gourmetzinho)
Mensagem e criatividade: que mãe nunca se viu nessa enrascada? (Crédito da foto: reprodução Instagram @gourmetzinho)

Criatividade se aprende!

Autor de oito livros, estudioso da criatividade e do comportamento humano, Henrique Szkló desenvolveu um método próprio para ensinar, de forma efetiva, técnicas que ajudam a estimular ideias inovadoras. Na segunda edição do programa “Criatividade se Aprende”, da eduK, ele mira a área de Gastronomia e revela como funciona a fórmula “inovar + empreender = sucesso” a partir das histórias de Adriana Lotaif e de Amilcar Azevedo, ambos presentes no curso. Da ideia à execução, acompanhe toda a trajetória desses dois empreendedores, as dificuldades e as estratégias que adotam para continuar progredindo em seus negócios. A partir de agora, você só vai se perguntar “por que eu não tive aquela grande sacada?”, se quiser!

“Hoje em dia, eu vejo três princípios básicos para usar a criatividade no meu negócio. Para criar  novas receitas e sabores e para resolver todo o tipo de problema que surge pelo caminho! A criatividade também é fundamental para ajudar a expandir as vendas: que canal vamos usar, qual o tipo de abordagem e comunicação ideais para se adotar com os clientes? No programa Criatividade se Aprende – Gastronomia, além de compartilhar o meu conhecimento, vou ter a oportunidade de aprender com a experiência dos demais. Aliás, aprender tem que ser uma constante na nossa vida!” – Amilcar Azevedo.

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Adriana Lotaif, paixão por pipoca e por empreender com criatividade
Adriana Lotaif: paixão por pipoca e por empreender com criatividade

“Eu uso a criatividade em praticamente tudo no meu trabalho: no desenvolvimento de novas embalagens e novos sabores (começamos com seis sabores hoje já são dez), no relacionamento com o cliente, na comunicação, no momento de identificar como a empresa pode atender todas as  diferentes demandas que recebemos, desde que seja possível, é claro. Inovação está no DNA da Pipó, não é da boca pra fora, e essa troca durante o programa vai ser super rica, será muito bom pra todos nós seguirmos empreendendo sempre!” – Adriana Lotaif.

 

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2 Comentários

    Que delícia de post!

    Adorei Morena! Delícia de texto…deu até fome.

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